Medo

Por Ewerton Machado, colaborador da Revista Vaidapé.

fageduFoto por Eduardo Fagnani

Um susto generalizado atingiu toda classe política profissional e deve ser considerada, em parte, uma vitória. Mas nem por isso devemos esquecer que o “jogo político” é contínuo. Tanto é que, alguns se desesperam ao ouvir sobre reforma política e cada vez mais a aflição toma conta, o medo paira sobre personagens que detém o poder há décadas, mandato após mandato, alguns passando o legado de pai para filho, outros controlando estados com mão-de-ferro e jagunços que garantem suas inúmeras terras. Grandes questões não devem ser esquecidas, altos salários, está na hora: a discussão sobre piso salarial para os nobres candidatos. Não é possível que representantes populares tenham o direito de aumentar o próprio salario enquanto professores da rede pública mal recebem. E quanto a candidatos ultrapassados que postulam na tevê suas campanhas baseadas em propostas tão velhas, quanto à “rota na rua”. Esse e tantos outros sofrem de amnésia conveniente, lembram o que fazer de acordo com o momento e interesse.

Quanto à violência, é óbvio que não é a resposta e tem várias explicações. Acontece em ambos os lados. O que não devemos esquecer é aquela violência diária, violência que acontece em hospitais que não conseguem atender a demanda, devido a vários problemas estruturais, profissionais, lotação, etc… Transporte ineficiente, ônibus lotado, trens antigos, estações que necessitam reformas… Escolas que foram esquecidas no tempo, sem material necessário, sem professores… A quantidade de problemas circulam, se espalham e não somem – pelo contrário -, cada vez aumentam e requerem um compromisso pautado pelo aprofundamento de cada questão, junto com debates entre representes e representados. A violência também é resultado da sociedade “bolha” em que vivemos: grupos em função de suas próprias exigências, esquecem outros. A exclusão é um componente com rasa discussão, como um país que está entre as dez maiores economias do mundo, apresenta tanta oscilação social, o interessante é entender que esse processo de valorização do mercado e esquecimento humano, nos remonta á ditadura, que teve papel fundamental em relação à proliferação da sociedade de consumo.

Análises a parte, tudo o que vem acontecendo indica uma voz que sempre existiu, mas não era ouvida, aliás, foi calada, subjugada. Um novo ciclo de acontecimentos permeia não mais um futuro e sim um presente que exige profundas transformações e que deve caminhar de mãos dadas com todos, todos brasileiros.

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