Rio de Janeiro inicia 2014 com reajuste de tarifas

Por Carolina Piai

Via MyFunCity

O ano começou com dificuldades para quem usa o transporte coletivo no estado do Rio de Janeiro. No dia 13 as passagens dos ônibus intermunicipais passaram de R$ 2,80 para R$ 3,00. O reajuste da tarifa, segundo o Ministério Público, deve ser notificado para os passageiros com dez dias de antecedência. Porém, os usuários só souberam desse reajuste de 5,7% no dia em que ele foi aplicado, ou seja, na própria segunda.

Já na semana passada, na quarta-feira, 22, os trens da SuperVia ficaram sem funcionar durante onze horas, pois às 5h15 da manhã houve um descarrilamento. Eles transportam aproximadamente 600 mil passageiros por dia útil, de acordo com a SuperVia, concessionária que opera o sistema ferroviário do estado e é controlada pela Odebrecht TransPort (empresa da Organização Odebrecht). O acidente fez com que usuários caminhassem pelos trilhos e superlotou o metrô e os ônibus do Rio de Janeiro.

Segundo o Estadão, não houve orientação e informação para os passageiros nas ruas e nas estações. Além disso, os trens frequentemente têm problemas técnicos. Porém, em nota, a SuperVia anunciou que a partir da próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, a passagem deve passar de R$ 2,90 para R$ 3,10. As manifestações começaram, então, a tomar a cidade. No dia 16, centenas de pessoas participaram do protesto contra o aumento das tarifas convocado pelo Fórum de Lutas Contra o Aumento da Passagem e pela Operação Pare o Aumento.

Hoje, 28, haverá outro ato contrário o aumento das passagens, desta vez convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL) do Rio e de Niterói. A concentração será na Candelária, às 17hs. Cerca de 2,5 mil pessoas confirmaram presença no evento pelo Facebook. Em 2013, o MPL ganhou espaço no cenário nacional. No Rio de Janeiro não foi diferente: convocaram atos contra o aumento da tarifa e, por meio dessas mobilizações, o povo conseguiu a revogação do reajuste.

Andressa Vieira faz parte do MPL há seis anos e explica a perspectiva da organização: “Vemos o transporte, que devia ser um direito, sendo tratado como mercadoria. E, com isso, toda a consequência sofrida pela população que paga a gestão dos transportes duas vezes. Através dos impostos e das tarifas”. Continua ainda: “Alegam falta de verba para a Tarifa Zero, mas retiram IPI de carros particulares e fazem grandes investimentos em viadutos para a ocupação destes carros”.

Assim, querem que a prioridade dos governos seja o transporte coletivo e que seja instaurada a Tarifa Zero. Para a integrante do MPL do Rio, “as pessoas, ao perceberem em junho de 2013, que podem conseguir melhorias com a luta estão mais suscetíveis a batalhar. Isso talvez resulte em mais força também para a questão dos transportes”.

 

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