Coletivos de Ermelino Matarazzo vão às ruas por espaço cultural

Por Paulo Motoryn, via MyFunCity

O distrito de Ermelino Matarazzo dificilmente ocupa o noticiário dos grandes jornais de São Paulo. A região, que possui mais de 115 mil moradores, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fica na zona leste de São Paulo e é, bem como todas as periferias de São Paulo, um ponto do mapa esquecido pelas políticas sociais, marcado pela baixa renda média e repleto de vulnerabilidades.

Além das dificuldades financeiras e de episódios de violência policial, os moradores têm outras reivindicações. A carência de equipamentos culturais no bairro é tanta que a luta por uma Casa de Cultura – espaço financiado pelo poder público -, de acordo com moradores, já dura mais de 20 anos. Por incrível que pareça, nesse período, a mobilização chegou a ser noticiada até em grandes veículos de comunicação.

A relevância da luta por espaços culturais em Ermelino Matarazzo e sua repercussão, por exemplo, nos jornais “Folha de S. Paulo” e “Diário de S. Paulo”, em 2011, não fez com que o poder público resolvesse a questão. Indignados com a morosidade e a presença de apenas um equipamento cultural na região, a Biblioteca Rubens Borba Alves de Moraes, diversos coletivos estão convidando os moradores para uma atividade de reivindicação no dia 1 de março, a partir das 16h.

De acordo com o evento organizado no Facebook, o ato será dividido em duas partes: sendo a primeira uma discussão das estratégias de atuação do movimento e definição de próximos passos, e a segunda, organizada pelo coletivo Muros que Gritam, uma pintura coletiva do chão de uma quadra poliesportiva desativada na vizinhança, como forma de demarcar um espaço para que ocorram as discussões e fortalecimento da luta.

Mais de 100 pessoas já estão com presença confirmada na intervenção, que deve ocorrer na Praça Benetido Ramos, próximo à Avenida Milene Elias. Nas redes sociais, moradores da região dão apoio à causa e se manifestam. É o caso de Vander Che, professor e artista: “É importante deixar frisado que o convite está aberto, sem distinção de etnia, religiosidade ou qualquer outra diversidade”, convoca.

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