Justiceiros dão as caras em atropelamento na Vila Madalena

Por Paulo Motoryn via MyFunCity

atropelablocoMotorista atropelou dez foliões em bloco de carnaval (Foto: Reprodução)

O atropelamento de dez pessoas no último domingo (23), na Vila Madalena, em São Paulo, por um motorista revoltado com o trânsito causado pela passagem de um bloco de carnaval entre as ruas Aspicuelta e Fidalga, revela não apenas a velha problemática da irresponsabilidade ao volante, mas também um novo fenômeno que já se espalha pelo Brasil: os “justiceiros”, cidadãos comuns que tomam as dores de vítimas de crimes e decidem puni-los com as próprias mãos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, três pessoas ficaram feridas no atropelamento e foram encaminhadas ao Pronto-Socorro da Lapa. Um dos feridos foi o motorista do veículo, um jipe Mitsubishi Pajero preto, com placa de São Vicente (SP). Após o atropelamento, um grupo de foliões tentou linchar o motorista. Segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”, o motorista foi espancado no local e seu carro foi depredado e destruído.

Segundo relatos colhidos pela “Rádio CBN”, o motorista teria discutido com várias pessoas, antes de avançar com o carro sobre a multidão. Ele foi levado para o 14º Distrito Policial (Pinheiros) para prestar depoimento. Para agravar a sucessão de crimes cometidos no local, a esposa do motorista assumiu: “Eu bebi, ele bebeu. Ele bebeu duas latinhas de cerveja”, disse Luana Siqueira, 29.

O empresário Sulivan Cândido de Oliveira, 26, foi indiciado por lesão corporal culposa e embriaguez ao volante. A Polícia Civil está em busca de imagens que possam esclarecer as circunstâncias do atropelamento das dez pessoas na zona oeste de São Paulo. “Nós vamos tentar ver se existe alguma câmera no local que possa ter filmado as ações, para que possamos concluir melhor o que justificou toda essa conduta dele [do suspeito]“, afirmou o delegado Gilmar Contrera, titular do 14º DP (Pinheiros), onde o caso foi registrado.

O empresário contou à polícia que estava na festa, mas que precisou deixar o local por motivos familiares. “Ele disse que, em face da multidão na rua, houve algum desentendimento com as pessoas, que começaram a bater no carro, e ele teria se apavorado. Na ânsia de deixar o local, com receio de um eventual linchamento, ele teria atropelado as pessoas”, relatou o delegado. Segundo a esposa, Luana Siqueira, foram os foliões que avançaram sobre o carro e começaram a agredi-los, antes dos atropelamentos.

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