Sobre uma Nouvelle Vague qualquer

por Pedro Blanco

beijara uma moça de cabelo curto, com um dos dentes da frente torto e levemente escurecido – o que dava a ela o maior charme que se poderia encontrar em uma mulher – , contrastando com o resto da arcaria perfeita e branca . tomaram chá na xícara quebrada, no lado quebrado da xícara. gostavam do risco que os atos mais simples poderiam oferecer,dava tesão – o que não dá tesão quando se tem dezoito anos? quando se tem dezoito anos e bebe numa xícara quebrada, pelo lado quebrado, com uma moça de vinte e poucos anos e fumante? -. resolveu contar sobre seus filmes, sobre os títulos que inventou para seus futuros filmes ainda sem argumento. a moça se impressionou – que moça de vinte e poucos anos, com um dente feio e, provavelmente, sagitariana, não se impressiona com um garoto recém formado homem – de acordo com a sociedade, afinal, homens são garotos com responsabilidade, um pouco menos idiotas – que inventa filmes que nem chegam ao papel e oferece uma xícara quebrada para beber chá? – com certeza mais dos que as que se apaixonam pelos poetas. numa relação de um poeta só ele se apaixona-. pensaram em viajar, casar no dia seguinte e se divorciar no próximo.mas não teve jeito, ele a matou com um abraço. bom, não era pra ser.

 

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Por: Flavia Siervo

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