Fim de Corpo

por Beatriz Mansano

 

Toquei os seus cabelos, o seu rosto.

Desejei-a como nunca antes havia desejado uma mulher.

Suas pernas deveriam perder-se nas minhas e aquele sofá era o lugar ideal para possui-la.

Eu já não queria trocar nenhuma palavra, tãopouco conquistá-la. Eu só queria o seu corpo junto ao meu. Tomei-a nos braços com força. O mal do homem é a força. Beijei a sua boca com violência e doçura. Não, eu não queria assustá-la. E ela, ela parecia desejar o amor apesar de fugir.

Abraçei-a, babei em sua nuca. Minhas mãos deslizaram pelo seu peito e eu pude tocar os seios maduros. Sua barriga estava quente e encolhida, pois ela queria sumir dentro de si. Suas coxas eu apertava, trazia junto a mim.

Ela estava tremula e inerte, mas a minha vontade era tanta que não parei para olhar em seus olhos, saber o que ela sentia. Estava em cima dela forçando o seu corpo a ir encontro do meu, queria o corpo dela dentro de mim e era só isso que importava naquele instante. Levantei a sua saia, abri as minhas calças… mergulhei naquela mulher!

Ela gritava, gemia, se fazendo semelhante à vítima de um crime. Foi quando, com o corpo feito folha com orvalho, eu finalmente olhei dentro dos seus grandes olhos, pretos, profundos, arregalado. Seu peito subia e descia sem tempo.

Pude ver o fio bordô que se originou da impossivel fuga. E ali eu tirei a doçura de uma flor, eu havia rasgado uma mulher.

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Por: Aye Ariza

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