Conheça a campanha: Deixe o Apyka’i viver: demarcação já!

por Isabel Harari

Localizada às margens da BR-436, no trecho entre o município de Dourados e Ponta Porã , a comunidade indígena “Curral do Arame”, ou “Tekoha Apika’i” luta pela demarcação das suas terras tradicionais e resiste à ofensiva do agronegócio no estado do Mato Grosso do Sul.

Expulsos do seu território, os Guarani Kaiowá vivem em barracos improvisados na beira da estrada em frente a terra reivindicada. A regularização fundiária da comunidade ainda não foi concretizada e os processos de demarcação permanecessem engessados, ainda que o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) já tenha sido firmado entre o Ministério Público Federal e a Funai para o início dos procedimentos demarcatórios.

indígena - por Minitério Público Federal

Foto retirada de matéria do Ministério Público Federal

Cássio Guilherme Bonilha Tecchio, proprietário da fazenda Serrana – que incide sobre o território reivindicado – alega que a terra não é de ocupação tradicional indígena. A campanha “Deixe o Apyka’i viver” exige que o fazendeiro retire as ações judiciais contra a comunidade indígena, suspenda o uso de seguranças privados no local, cancele o contrato de arrendamento com a Usina São Fernando (para a expansão do plantio de cana de açúcar) e entre em acordo com os Guarani Kaiowá para o uso da área até que o processo de demarcação esteja concluído.

Enquanto isso, atropelamentos “acidentais”, incêndios, ameaças e despejos compulsórios fazem ṕarte do cotidiano dos índios, que continuam lutando pelo direito à terra.

Conheça mais da campanha.

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