Estéticas das Periferias: a arte é a vida

Evento que valoriza a cultura marginalizada chega em São Paulo nesta terça

Emicida será uma das atrações do Estéticas das Periferias de 2014

Emicida será uma das atrações do Encontro de 2014 (Foto: Laboratório Fantasma)

Por Carolina Piai

A quarta edição do Encontro Estéticas das Periferias terá início na terça-feira (26). A abertura contará com o espetáculo “Favela”, peça que relata a história de Carolina Maria de Jesus e Abdias Nascimento. Esses dois militantes negros nasceram há cem anos e serão homenageados pelo Encontro. Peças de teatro, shows, cortejos e saraus farão parte desse evento, que se espalhará pelos extremos da capital no decorrer desta semana. O encerramento acontecerá no domingo (31), quando o Emicida subir no palco da Praça do Cemitério da Cachoeirinha, com a companhia de Rael.

De acordo com Eleilson Leite, coordenador da área de cultura do Estéticas das Periferias, o objetivo do evento é “mostrar a arte e a cultura de periferia pelas suas proposições estéticas”. “Ou seja” – complementa – “pelas suas elaborações artísticas e não como uma questão social”.

Assim, engloba as mais diversas manifestações culturais das periferias da capital. O Samba da Vela, tradicional da zona sul, fará show no Centro Cultural da Vergueiro. Já o CEU Alvarenga, além de promover um debate a respeito da construção de políticas culturais na periferia, será tomado por batalhas de MCs e batuques de maracatus. A Caravana do Funk, por sua vez, será um espaço de apresentação de jovens artistas que estão se destacando nesse cenário e também ocupará a Praça do Cemitério da Cachoeirinha durante o encerramento. A Praça, nesse dia, receberá ainda a rapper Karol Conka.

O evento é realizado pela ONG Ação Educativa em conjunto com alguns espaços culturais, o Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado. “Com isso a gente vem conseguindo fazer um evento sem patrocínios privados, um dado fundamental para nós, pois compromete o poder público com a causa da cultura de periferia”, assegura o coordenador Eleilson.

Dessa forma, o Estéticas das Periferias se constitui como um espaço de valorização da cultura marginalizada. Segundo Eleilson, “A arte das periferias é uma manifestação propositiva e não só reativa. Acreditamos que fazer arte em espaços periféricos, marginais, resulta numa elaboração estética radical e própria na qual o sentido da representação se dilui, pois artista e a arte tendem a uma conjunção quase que plena dando significado novo para aquela ideia de que a arte imita a vida. Na periferia a arte é a vida”.

 

Confira a programação completa do Estéticas das Periferias aqui.

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2 responses to “Estéticas das Periferias: a arte é a vida

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